Viriato de Barros, nasceu na Vila da Nova Sintra, Ilha Brava, Cabo Verde, em 29 de Julho de 1932. É filho de Hermano Fermino de Pina e de Ana Quirino de Barros, ambos naturais da mesma ilha. Como consequência das tranferêcias sucessivas do pai, médico do Quadro de Saúde do Arquipélago, deixou a Ilha Brava aos dois anos, e viveu sucessivamente, nas ilha de São Nicolau, S.Vicente, Fogo. Aos onze anos foi para S.Vicente a fim de fazer os estudos secundários.
Com dezoito anos deixou Cabo Verde e foi para Moçambique, onde o pai tinha sido colocado. Viveu três anos em Moçambique, onde completou o ensino secundário, no que então se chamava Liceu Salazar. Completados os estudos secundários, seguiu para Lisboa, onde se matriculou na Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa, tendo-se licenciado em Filologia Germânica.
Terminado o curso, seguiu para a Alemanha, tendo vivido três meses na cidade de Hamburgo. Regressou a Portugal e iniciou a sua carreira como professor do ensino secundário na Escola Secundária da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, onde leccionou durante um ano lectivo as disciplinas de Inglês, Português e História. Findo o ano lectivo, em 1960, regressou a Lisboa onde, sem qualquer êxito, procurou emprego durante um ano.
Em 1961 concorreu para o o que então se chamava Quadro Comum dos Liceus do Ultramar e foi colocado em São Tomé e Principe, onde permaneceu durante três anos, findos os quais regressou a Portugal. Depois de ter conseguido emprego com redactor publicitário, rescindiu o contrato com o Quadro Comum do Ultramar.
Em 1965 casou-se com Laura dos Santos Cruz e concorreu para os liceus de Cabo Verde, tendo sido colocado no Liceu Gil Eanes de S.Vicente, o liceu onde tinha inciado os seus estudos secundários.
Em 1969 aceitou o desafio de ir leccionar na Escola Técnica de Quelimane, Moçambique, onde permaneceu dois anos, após os quais regressou a Cabo Verde, para leccionar no liceu de S.Vicente. Em 1973 seguiu para Lisboa, para trabalhar na Direcção-Geral do Ensino Secundário, como técnico. Entranto, dá-se o 25 de Abril em Portugal, e em 1975, ainda durante o governo provisório que antecedeu a independência da colónia, concorre para o o quadro do ensino secundario de Cabo Verde e é colocado no Liceu de S.Vicente. No final do ano lectivo é chamado a trabalhar no Ministério da Educação e Cultura, na cidade da Praia, acumulando os cargos de Director do Liceu da Praia, Director do Ensino Secundário, e responsáveis pelos assuntos culturais e de cooperação do referido Ministério.
Em 1978 é tranferido para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, de onde é mais tarde colocado como Conselheiro de Embaixada em Washington, onde, depois da saída do primeiro Embaixador de Cabo Verde nos EUA, exerceu durante dois anos e meio as funções de Encarregado de Negócios. Em simultâneo com aquelas funções foi Delegado na Assembleia-geral das Nações Unidas. Em 1980 foi designado Embaixador no Senegal, missão que exerceu durante um ano, tendo sido de novo colocado no MNE de Cabo Verde. Em 1984 foi nomeado Conselhero Diplomático do Presidente da República de Cabo Verde e Embaixador não residente de Cabo Verde junto da Santa Sé.
Em 1985, por decisão ministerial, foi-lhe conservada a nacionalidade portugusesa e nesse mesmo ano deixou Cabo Verde e fixou residência em Portugal.. Tendo concorrido meses antes para uma vaga de jornalista da Voz da America, em 1986 foi-lhe comunicado por aquele orgão de comunicação social americano que ele tinha sido seleccionado. Nesse mesmo ano seguiu para Washington, onde foi trabalhar como jornalista daquela emissora. Findo o contracto com a Voz da America, regressou a Portugal, depois de ter concorrido para o ensino, leccionou em várias escolas do ensino secundário. Actualmente colabora no Centro de Estudos Multiculturais da Universidade Independente.
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